No dia 27 de Maio de 2009, das 10 às 18h, na sede da Reserva Natural do Estuário do Tejo, em Alcochete, a Unidade de Espécies e Habitats (UEH), do ICNB, vai realizar uma acção de formação interna para os representantes dos Departamentos de Gestão de Áreas Classificadas (DGAC) que vão passar a acompanhar as exclusões de morcegos. Com efeito, todas as acções de exclusão têm de ser autorizadas pelo ICNB, devendo ser contactada a Área Protegida mais próxima para que, se necessário, seja marcada uma visita ao local.
As exclusões ocorrem, geralmente, quando colónias numerosas de morcegos se instalam em locais habitados (ex. sótãos e telhados de edifícios) e provocam estragos elevados ou poderem vir a ser um perigo para a saúde pública, algo que é muito raro. Nestas condições, poderá ser necessário “excluir” (retirar) os morcegos, para depois se poder tapar os locais de acesso.
Saliente-se que, em situações de exclusão e antes de se vedar os acessos, é importante, quer para as pessoas quer para estes animais, que se garanta a saída de todos os morcegos. Com efeito, para além destes pequenos mamíferos serem extremamente úteis no controlo de insectos e de todas as espécies serem protegidas por lei, é do interesse do proprietário garantir que não ficam animais aprisionados no interior do telhado, visto os cadáveres causarem maus cheiros.

Foto: Morcego-anão (Pipistrellus pipistrellus).
Autor: Andreas Zahn.
De modo a que as exclusões decorram na maior segurança, quer para as pessoas quer para os morcegos, na acção de formação serão abordados os seguintes aspectos:
1. Morcegos - o que são, como se estudam e como se protegem;
2. Apresentação / discussão do documento “Tenho morcegos em casa, o que devo fazer? – guia de apoio a situações de coabitação e exclusão de morcegos em edifícios”;
3. Apresentação / discussão do “Documento de apoio interno sobre exclusão de morcegos em edifícios”;
4. Treino de identificação de diferentes espécies; e
5. Treino de manuseamento de morcegos.
Note-se que, a exclusão de uma colónia de morcegos de um edifício é um processo muito complicado, devido à grande fidelidade que a maioria das espécies apresenta em relação aos seus abrigos, à existência de numerosos acessos e à capacidade de algumas espécies conseguirem passar por frestas de apenas 0,5 cm.
Visando apoiar a população em geral quanto a situações de coabitação e exclusão de morcegos, está já disponível, no portal do ICNB, o documento “Tenho morcegos em casa, o que devo fazer? – guia de apoio a situações de coabitação e exclusão de morcegos em edifícios".
Ilustração em cima à esquerda: Morcego-orelhudo-cinzento (Plecotus austriacus).