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Flora e Vegetação

A área do PNSAC localiza-se, quase na totalidade, na zona edafoclimática calcomediterrânica. Das formações vegetais actualmente existentes são de salientar, pela sua importância, os carvalhais de carvalho cerquinho – espécie que só se encontra na Península Ibérica e Norte de África e tem o seu centro de distribuição em Portugal - onde os melhores bosques desta espécie se encontram entre o Mondego e o Tejo, uma zona de carvalho negral e zonas muito limitadas de azinheira, de sobreiro, de ulmeiros e de castanheiros. Fundamentalmente pela acção do Homem a floresta foi sendo destruída dando origem ao aparecimento de matos de grande interesse florístico predominando, em termos de vegetação espontânea, áreas arbustivas de carrasco e subarbustivas de alecrim.
Árvores, arbustos e ervas, que crescem espontâneas no Parque, são em si mesmo, um alvo de conservação. Até hoje conhecem-se cerca de seiscentas espécies vegetais o que significa que numa área de cerca de 39000 hectares é possível observar cerca de um quinto das espécies vegetais que ocorrem em Portugal. Algumas só existem em Portugal, outras na Península Ibérica ou então na Península e Norte de África e outras ainda possuem uma área de distribuição ou um estatuto de raridade, que lhes conferem uma situação especial em termos de conservação da natureza.
Para além da importância que a função das plantas desempenham nos ecossistemas e do seu potencial valor económico e científico, muitas plantas do Parque Natural têm qualidades medicinais, aromáticas, condimentares, ornamentais, forrageiras ou florestais.