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PATRIMÓNIO CULTURAL

 

O património cultural existente no PNRF é de grande interesse, quer se tratem de conjuntos ou sítios históricos, construções isoladas, aldeamentos piscatórios ou rurais e outras manifestações complementares, como o artesanato, a gastronomia, as crenças e tradições.
Os vestígios arqueológicos dos diversos povos que na zona se estabeleceram desde o paleolítico e mais tarde os fenícios, gregos, romanos e árabes, exprimem raízes culturais milenares.
A presença romana marcou profundamente o território. Disso são exemplo a antiga cidade da Balsa, localizada na freguesia da Luz ou a estação arqueológica de Marim, antiga villa reveladora de intensa actividade piscatória, industrial e comercial.


Estação romana de salga de peixe (CEAM)


A ocupação islâmica revela-se nos aglomerados populacionais, na tipologia das habitações, na toponímia, nas hortas e pomares de citrinos, nas alfaias e nos muitos vestígios arqueológicos.
No séc. XVI a pesca do atum e da sardinha e o comércio do sal eram actividades em expansão no Algarve, o que propiciou o crescimento dos arraiais. Estes arraiais, que inicialmente não passavam de cabanas de junco, tiveram um desenvolvimento notável no séc. XVIII em virtude da criação da Companhia Geral das Reais Pescarias do Reino do Algarve, por iniciativa do Marquês de Pombal. Localizaram-se na Ria Formosa as armações do Cabo de Santa Maria e do Ramalhete (Faro), do Livramento (Fuseta), do Barril (Santa Luzia), do Medo das Cascas (Tavira) e da Abóbora (Cabanas).
As últimas armações datam do início dos anos 70 do séc. XX, pois perderam importância face ao desvio do percurso do atum e à decadência da indústria conserveira.


Arraial do Barril, hoje

Mas no PNRF podemos descobrir outras riquezas patrimoniais que conseguiram resistir à acção do tempo e à destruição do Homem. As marcas deixadas são muitas e variadas, desde as torres de vigia e atalaias (Torre de Aires e de Bias), fortalezas ao longo da Ria para defesa costeira (São João da Barra, Cacela, Forte do Rato), casas apalaçadas como o Chalet Dr. João Lúcio, quintas rurais, capelas, ermidas, igrejas, moinhos de maré, noras, entre outros.


Chalet João Lúcio
Casa Senhorial do início do século XX.
Actualmente abriga a Ecoteca de Olhão.
Localiza-se junto ao Centro de Educação Ambiental de Marim



Forte do Rato
Construído no século XVI, no reinado de D. Sebastião, para defesa do Porto de Tavira.
Classificado como Imóvel de Interesse Público (DL n.º 8/83, 24 Janeiro)
 

A aldeia de Cacela Velha, classificada como Imóvel de Interesse Público, debruçada sobre a Ria Formosa é exemplo do mais emblemático património histórico e cultural.


Núcleo histórico de Cacela Velha
Núcleo urbano histórico de origem medieval, inclui: fortaleza (arquitectura militar); igreja matriz com portal renascentista; casa da Misericórdia (séc. XIII); Casa da Câmara, séc. XVI edifício da cadeia; cisterna medieval; cemitério antigo.
Classificado Imóvel de Interesse Público (D-L n.º 2/96, 2 Março e Zona Especial de
Protecção – Despacho de Janeiro de 1987 - DGMEN)

 

Para informação mais detalhada, clique aqui.


Jazida Fóssil de Cacela



  Torre de Aires