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A Fauna da Malcata:
A Reserva Natural da Serra da Malcata alberga cerca de 218 espécies de vertebrados, sendo a mais emblemática o lince-ibérico (Lynx pardinus); sendo esta a espécie mais prioritária para os esforços de conservação da Reserva Natural. Este felino, de comportamento fugidio, serviu de base para a criação da área protegida e a estratégia de conservação, actualmente em curso, passa por recuperar e proteger o seu habitat e fomentar o coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus), a sua principal presa.

Nos três principais cursos de água que atravessam a serra podemos encontrar algumas espécies de peixes, nomeadamente a truta-de-rio (Salmo trutta), a qual surge a Norte, no rio Côa. No rio Bazágueda e na Ribeira da Meimoa são comuns a carpa (Cyprinus carpio) e o escalo-do-norte (Leuciscus cephalus cabeda).

Na Reserva surgem 13 espécies de anfíbios, sendo fácil encontrar a salamandra- de-costelas-salientes (Pleurodeles waltl), o tritão-de-ventre-laranja (Triturus boscai) ou o tritão-marmorado (Triturus marmoratus). Os pontos de água são locais com características que permitem a existência de espécies de anuros como o sapo-comum (Bufo bufo), o sapo-corredor (Bufo calamita), a rã-ibérica (Rana iberica) e a rã-verde (Rana perezi).

A natureza do clima aliada ao tipo de vegetação garantem a presença de um elevado número de espécies de répteis. No Verão observam-se com facilidade ofídeos como a cobra-de-escada (Elaphe scalaris) ou a cobra-rateira (Malpolon monspessulanus).

A víbora-cornuda (Vipera latastei) é um viperídeo de difícil detecção, encontrando-se preferencialmente junto a zonas rochosas. Espécies como o lagarto-de-água (Lacerta scheriberi) e o cágado (Mauremys leprosa) são relativamente frequentes juntos aos cursos de água.
Durante todo o ano, na Barragem da Ribeira da Meimoa, é possível observar o mergulhão-de-crista (Podiceps cristatus) e o mergulhão-pequeno (Tachybaptus ruficollis). O bufo-real (Bubo bubo) e a cegonha-preta (Ciconia nigra) preferem as zonas inacessíveis do rio Bazágueda e da Ribeira da Meimoa para nidificarem.

O chapim-azul (Parus caeruleus) é das aves mais comuns e surge nos bosques de carvalho-negral (Quercus pyrenaica). Nas estevas e nos giestais domina a felosa-do-mato (Sylvia undata). As aves necrófagas também estão aqui representadas, principalmente o grifo (Gyps fulvus) e o abutre-preto (Aegypius monachus), os quais são facilmente avistados durante os vôos planadores.

Quanto a mamíferos, a raposa (Vulpes vulpes) surge por toda a Serra. Pequenos carnívoros como a fuinha (Martes foina) e a gineta (Genetta genetta) são relativamente comuns surgindo principalmente em zonas fechadas de densa cobertura vegetal, onde abunda o rato-do-campo (Apodemus sylvaticus). A lontra (Lutra lutra) surge associada aos principais cursos de água desta área protegida, tendo uma clara preferência por represas e por barragens. De hábitos semelhantes ao lince-ibérico, o gato-bravo (Felis silvestris) utiliza biótopos compostos por mosaicos de vegetação, em que bosques de folhosas e mistos alternam com matos, pastos e áreas agricultadas.