Em Outubro de 1999, foi assinado um protocolo para a criação de uma Rede Nacional para a Recuperação de Mamíferos Marinhos.
Este protocolo teve como signatários o então Instituto da Conservação da Natureza, a Administração do Jardim Zoológico de Lisboa, o Zoomarine (Mundo Aquático S.A.) e a associação Projecto Delfim.
O arrojamento de mamíferos marinhos vivos é um fenómeno que desperta sempre grande curiosidade e emotividade junto das pessoas que o presenciam.
Neste grupo encontram-se golfinhos, baleias, focas, leões marinhos e lontras que, por motivos de saúde, abandono ou simples desorientação, são arrastados para as praias continentais.
A Rede Nacional para a Recuperação de Mamíferos Marinhos tem como principal objectivo tornar mais eficiente a recuperação dos mamíferos marinhos, vítimas de arrojamentos costeiros e, posteriormente, o estudo da viabilidade da sua reintrodução no habitat natural.
Nesse sentido, pretende-se tornar mais adequadas as infra-estruturas actuais para a recuperação dos animais, bem como aumentar o corpo de técnicos especializados, capazes de prestar uma rápida assistência em situações deste tipo.
No âmbito do protocolo está, igualmente, prevista a edificação de dois centros de recuperação, no Jardim Zoológico e no Zoomarine , entidades especialmente preparadas para lidar com este grupo de mamíferos.