Este espaço é vocacionado para os educadores, sejam eles pais, professores, funcionários de autarquias ou monitores que desenvolvam actividades de Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS).
Aqui disponibilizaremos exemplos de actividades que podem ser úteis para quem desenvolve trabalho de EDS.
Pode utilizar estes documentos na sua actividade educativa, mas lembre-se que não os pode editar, nem reproduzir para outros fins sem autorização expressa do ICNB.
Lembre-se que 2005 a 2014 é a Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, pelo que pode aproveitar para divulgar a Década na sua região e realizar projectos de Educação para o Desenvolvimento Sustentável. Caso pretenda mais informações consulte a nossa página em notícias e/ou contacte-nos ou à Comissão Nacional da Unesco que tem feito a divulgação da DEDS em vários eventos www.unesco.pt.
A Unesco tem uma plataforma de formação on-line http://opentraining.unesco-ci.org/cgi-bin/page.cgi?d=1 com vários temas, entre os quais:
· Agricultura; Desenvolvimento Comunitário; Gestão da informação e computação; Cultura; Ajuda ao desenvolvimento; Gestão educativa e pedagogia; Emprego; Empreeendedorismo, Economia e Des. Sustentável; Ciências ambientais; Política governamental; Saúde e saneamento; Conhecimento do dia-a-dia; Legislação; Gestão; Media e comunicação; e Problemas sociais.
A sua consulta poderá ser útil para todos os que se interessem pela Educação para o Desenvolvimento Sustentável.
Se é investigador e tem de contactar com os media pode descarregar o manual que o ajuda a comunicar mais facilmente com os media e o público em http://www.comunicar-ciencia.org/website/index.phpoption=com_docman&task=cat_view&gid=17&Itemid=55
>>Bandeira Azul e Educação Ambiental
>>Vamos celebrar
>>Alguns sites interessantes
>>Actividades com palavras
>>Marca d'água
>>Jogo Defesa dos Seres Vivos
>>Jogo "As plantas, os incêndios e a erosão"
>>Algumas dicas
>>Camada de ozono em imagens
>>Resíduos e Biodiversidade
>>O Azevinho
>>Cursos de educação ambiental on-line
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<<Bandeira Azul e Educação Ambiental

O Programa Bandeira Azul pretende aumentar a consciencialização das populações acerca do ambiente fluvial, marinho e costeiro. Sendo o ICNB uma das entidades que pertence à Comissão Nacional, foi elaborado um texto de apoio para ajudar todos os que pretendem realizar actividades educativas acerca destes temas, em especial as autarquias com praias galardoadas.
Apresenta-se em pdf um texto com algumas informações de enquadramento e sugestões de actividades para a Campanha Bandeira Azul nas suas vertentes marinha e fluvial.
documento de apoio >
De alguma forma relacionado com o Programa Bandeira Azul está o Dia Mundial de Limpeza das Praias. Várias entidades, principalmente autarquias, realizam actividades de limpeza de praias e até do fundo marinho.
O Dia Mundial de Limpeza das Praias surgiu nos EUA, em 1986, por iniciativa de uma ONG, o "Center for Marine Conservation" (CMC). Nesse ano, 2.800 voluntários participaram na recolha de 124 ton. de resíduos do litoral do Texas. Actualmente, conta com a participação de 125 países em regime de voluntariado, sendo o objectivo principal a sensibilização e a educação ambiental.
Durante este evento, os voluntários vão às praias recolher os resíduos lá depositados quer pelos utilizadores quer pelas marés. A Organização das Nações Unidas (ONU) apoia este evento.
Já agora, não se esqueça...
"Melhor do que limpar é NÃO SUJAR!!"
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<<Vamos celebrar
Aqui ficam as principais datas relacionadas com a conservação da Natureza e ambiente e outras que também podem ser úteis.
2005-2014 – Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável - Resolução das Nações Unidas n.º 57/254 - http://portal.unesco.org/education/en/ev.php-URL_ID=30111&URL_DO=DO_TOPIC&URL_SECTION=201.html e www.unesco.pt ; 2ª Década Internacional da Água - "Água para a vida" - http://www.un.org/waterforlifedecade/
Março de 2006 a Março de 2009 - Ano Internacional Polar - http://www.ipy.org
2007 e 2008 - Ano Internacional do Golfinho
2008 - Ano Internacional do Planeta Terra http://www.yearofplanetearth.org/ Nota: as comemorações desenrolam-se de 2007 a 2009.
2008 - Ano Internacional da batata. http://www.potato2008.org/en/index.html Este tubérculo, proveniente de uma planta da América do Sul, transformou os campos europeus e é hoje um dos principais alimentos do mundo. A manutenção das variedades selvagens desta Solanácea é essencial para evitar prejuizos graves nos batatais e fomes como a que aconteceu na Irlanda no séc. XIX e que levou à emigração para os EUA de milhares de irlandeses, entre os quais os antepassados da família Kennedy.
Fevereiro
2 – Dia Mundial das Zonas Húmidas – comemora a Convenção sobre as Zonas Húmidas, adoptada em Ramsar (Irão) a 2 de Fevereiro de 1971. Comemorado pela primeira vez em 1997. Esta Convenção visa promover a cooperação internacional e incentivar as acções nacionais no sentido de promover uma gestão racional e sustentável das zonas húmidas. Em Junho de 2006 havia 152 partes contratantes englobando 1608 zonas húmidas totalizando 140 milhões de hectares em todo o mundo. www.ramsar.org
Março
3 – Dia da Paisagem Protegida da Serra do Açor
6 – Dia da Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto
15 – Dia Mundial dos Direitos dos Consumidores - um consumidor esclarecido pode exigir que os produtos sejam mais amigos do ambiente
21 – Dia Mundial da Árvore ou da Floresta – estabelecido pela FAO em 1971. As comemorações do Dia da Árvore, em Portugal remontam ao início deste século, mas nos EUA iniciaram-se no século XIX sem terem um dia fixo
22 – Dia Mundial da Água – decretado pela Assembleia-geral das Nações Unidas, em 22 de Fevereiro de 1993
27 – Dia da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Sto. António
28 – Dia Nacional dos Centros Históricos
Abril
2 – Dia Internacional da Luta contra a Droga – para além de ser um flagelo social e um grave problema de saúde, por vezes é destruída floresta tropical para se cultivar droga, pelo que é também um problema ambiental
7 – Dia Nacional do Moinhos
14 – Dia do Parque Natural da Serra de S. Mamede
18 – Dia Internacional dos Monumentos e Sítios
22 – Dia Mundial da Terra – iniciado nos EUA nos anos 70 www.earthday.net
24 – Dia Internacional para a Protecção dos Animais de Laboratório
Maio
2 – Dia do Parque Natural da Ria Formosa
3 – Dia do Sol – instituído pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA)
4 – Dia do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros
8 – Dia do Parque Nacional da Peneda-Gerês
11 – Dia do Parque Natural do Douro Internacional
18 – Dia Internacional dos Museus
21 – Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento
22 – Dia Internacional da Biodiversidade - proclamado pelas NU para aumentar o grau de consciencialização e conhecimento acerca da biodiversidade (http://www.biodiv.org/events/biodiv-day.asp, http://www.biodiv.org/programmes/outreach/awareness/biodiv-day-2005.aspx), Dia da Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica
24 – Dia Europeu dos Parques
29 – Dia Nacional da Energia
31 – Dia Mundial sem fumo ou Dia Mundial do Não-Fumador ("World No-Tobacco Day") (Org. Mundial de Saúde) http://www.wntd.org – fumar faz mal à saúde mas também ao ambiente. O tabaco é uma planta exigente em termos de solo, as beatas poluem as praias e uma beata mal apagada pode causar um incêndio. Evite fumar!
2º Sábado de Maio – Dia Mundial das Aves Migratórias - http://www.worldmigratorybirdday.org/
Junho
1 – Dia Nacional do Sobreiro e da Cortiça, Dia da Criança
5 – Dia Mundial do Ambiente (instituído pelo PNUA) – Esta data corresponde ao início da “Conferência Internacional sobre Ambiente Humano” promovida pelas Nações Unidas, em Estocolmo de 5 a 11 de Junho de 1972 e na qual foi aprovada a Declaração do Ambiente. Em 1973, a Comissão Nacional do Ambiente, que havia sido criada em 1970, promoveu a primeira comemoração do Dia Mundial do Ambiente em Portugal.
8 – Dia do Parque Natural do Alvão, Dia Mundial dos Oceanos ("World Oceans Day") www.wwf-uk.org/news/news27.htm
17 – Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca
24 – Dia da Reserva Natural do Paul do Boquilobo
27 – Dia da Reserva Natural do Paul de Arzila
Julho
7 – Dia do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina
11 – Dia Mundial da População - (UNFPA/FNUAP)
16 – Dia do Parque Natural da Serra da Estrela
19 – Dia da Reserva Natural do Estuário do Tejo
21 - Parque Natural do Litoral Norte
22 – Dia da Paisagem Protegida da Serra de Montejunto
28 – Dia Nacional da Conservação da Natureza (instituído pelo Governo Português em 1998), Dia do Parque Natural da Arrábida
Agosto
3 – Dia da Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo
9 – Dia Internacional dos Povos Indígenas ("International Day of the World's Indigenous People") http://www.unhchr.ch/indigenous/intldaynewy.htm - as populações indígenas têm um conhecimento muito grande acerca da biodiversidade que as rodeia
18 – Dia do Parque Natural do Tejo Internacional
22 – Dia da Reserva Natural das Lagoas de Sto. André e da Sancha
30 – Dia do Parque Natural de Montesinho
Setembro
3 – Dia da Reserva Natural das Berlengas
8 – Dia das Cidades Património Mundial - comemora a fundação, em 1993, da Org. das Cidades Património Mundial
12 – Dia Europeu do Pedestrianismo – aproveite este dia para fazer umas caminhadas a pé e conhecer a Natureza de perto!
16 – Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozono
20 – Dia da Paisagem Protegida do Corno de Bico
22 – Dia Europeu sem Carros – neste e em todos os dias prefira os transportes públicos!
27 – Dia Mundial do Turismo – só há turismo se houver um bom ambiente, bonitas paisagens...
3º fim-de-semana de Setembro – Campanha (em português) “Limpar o Mundo, Limpar Portugal!” - “Clean up the world” - http://www.cleanuptheworld.org/en/
Última quinta-feira de Setembro – Dia Internacional do Mar – determinado pela "International Maritime Organization"
Outubro
1 – Dia da Reserva Natural do Estuário do Sado e Dia Nacional da Água – este último foi criado pela APRH – Assoc. Port. de Recursos Hídricos e aprovado por Despacho do Primeiro-Ministro, DR de 9 de Fevereiro de1983.
4 – Dia Mundial do Animal
8 – Dia Mundial dos Castelos – em várias Áreas Protegidas há castelos, visite-os!
14 – Dia dos Jardins Botânicos - iniciado na Argentina em 2005 http://www.bgci.org.uk/argentina_eng/first_nat_BG_day_en.html - BGCI - "Botanical Gardens Conservation International"
15 – Dia do Parque Natural de Sintra-Cascais
16 – Dia da Reserva Natural da Serra da Malcata
24 – Dia Mundial da Informação para o Desenvolvimento ("World Development Information Day")
Primeira 2ª feira de Outubro – Dia Mundial do Habitat ("World Habitat Day") http://www.undp.org/un/habitat/
Segunda 4ª feira de Outubro – Dia Internacional para a Redução de Catástrofes Naturais
Terceira semana completa de Outubro – Semana da Floresta Tropical – "World Rainforest Week"
Novembro
6 - Dia Internacional para a Prevenção da Exploração do Ambiente em Guerra e Conflito Armado
10 - Dia Mundial da Ciência ao Serviço da Paz e do Desenvolvimento (UNESCO)
16 - Dia Nacional do Mar – comemora-se a entrada em vigor da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (também conhecida como Convenção de Montego Bay). Este dia foi instituído pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 83/98, de 10 de Julho, que define a orientação para a definição estratégica da política nacional para os oceanos.
17 – Dia Nacional do Não fumador
18 – Dia do Parque Natural do Vale do Guadiana
28 - Dia Sem Compras
23 – Dia da Floresta Autóctone – aconselha-se o plantio de árvores nesta altura e no Dia Mundial da Árvore veja o desenvolvimento das árvores plantadas, ou então visite uma floresta
24 – Dia Nacional da Cultura Científica
Dezembro
5 – Dia Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento Económico e Social (UNESCO) ("International Volunteer Day for Economic and Social Development") http://www.unv.org/events/ivd/ivd.html.
11 – Dia Internacional das Montanhas
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<<Alguns sites interessantes
Aqui ficam alguns sites onde poderá encontrar mais informação sobre biodiversidade e conservação da Natureza.

Secretaria Regional dos Açores – www.sra.azores.gov.pt
Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais da Madeira – www.sra.pt
Comissão Europeia – europa.eu.int/comm/environment/nature/home.htm e europa.eu.int/comm/environment/nature_biodiversity/index_en.htm
European Community Biodiversity Clearing-House Mechanism – biodiversity-chm.eea.eu.int
Convenção da Biodiversidade – www.biodiv.org
Sistema de Informação sobre a Conservação da Biodiversidade – www.biodiversity.org
Programa das Nações Unidas para o Ambiente – www.unep.org
World Conservation Monitoring Centre. Inclui apresentação, em inglês, sobre o modo como a biodiversidade beneficia as pessoas – http://sea.unep-wcmc.org/index.cfm
Atlas Mundial da Biodiversidade - stort.unep-wcmc.org/imaps/gb2002/book/viewer.htm
Earthtrends – The Environmental Information Portal – earthtrends.wri.org
The World Conservation Union (UICN) – www.uicn.org
The IUCN Red List of Threatened Species – www.redlist.org
Programa Life – europa.eu.int/comm/environment/life/home.htm
Conselho da Europa - www.nature.coe.int
Convention on Migratory Species – www.cms.int
Convenção sobre Zonas Húmidas (Ramsar) - www.ramsar.org
Agência Europeia do Ambiente – local.pt.eea.eu.int
ARKive - www.arkiveeducation.org/
Um recurso multimédia (para várias idades) grátis para professores e educadores (em inglês). Vídeos, fotos, jogos...
O "Field Museum" e o Departamento de Recursos Naturais do Illinois organizaram um programa de monitorização da fauna e flora das zonas urbanas, intitulado "UrbanWatch", como forma de motivarem as pessoas das cidades para o conhecimento dos seres vivos da zona onde vivem e incentivar a defesa da vida selvagem em geral. Possibilitou também a recolha de dados que se revelaram úteis aos cientistas. Na página http://fm2.fieldmuseum.org/urbanwatch/ poderá encontrar mais informações sobre este projecto, bem como materiais que poderão ser úteis se quiser fazer algo semelhante na zona onde vive ou trabalha com os seus alunos. Todavia, há que ter em atenção que os manuais e os guias de identificação dizem respeito aos EUA.
"Teaching and Learning for a sustainable future - a multimedia teacher education programme"
Nesta página pode encontrar um programa multimédia dedicado aos professores sobre a Educação para o Desenvolvimento Sustentável. http://www.unesco.org/education/tlsf/
V GAS - Energia, Estilos de vida e Climas
V GAS é um jogo gerado por computador que simula a forma como as escolhas que fazemos no nosso dia a dia afectam a quantidade de gases com efeito de estufa libertada para a atmosfera. Pode igualmente ser utilizado como ferramenta de pesquisa, pois possui uma biblioteca virtual que contém informação sobre política de mudança do clima, o fenómeno por detrás da mudança do clima e o Efeito de Estufa. Para adquirir o jogo, envie um e-mail para vgas@jrc.it
As alterações climáticas são um problema não só para a espécie humana como para a biodiversidade. Porém, cada um de nós pode fazer a diferença. Por vezes, pequenas alterações no nosso dia-a-dia ajudam a evitar as emissões de gases com efeito de estufa sem afectar a nossa qualidade de vida. Na realidade, podem até representar uma poupança de dinheiro. Assim , a UE lançou uma campanha para minorizar as alterações climáticas http://ec.europa.eu/environment/climat/campaign/index_pt.htm
Os educadores e alunos podem encontrar dicas e sugestões de actividades úteis em http://ec.europa.eu/environment/climat/campaign/schools_pt.htm
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<<Actividades com palavras
É vulgar os professores de Língua Portuguesa terem alguma dificuldade em encontrar actividades que envolvam o idioma materno, de uma forma directa, nas actividades de Educação Ambiental. Porém, sendo ela o instrumento para nos exprimirmos é importantíssima, p. ex. quando fazemos uma campanha ambiental, cartazes, debates, entre outras actividades.
Seguidamente, apresentamos algumas actividades onde a Língua Portuguesa anda de braço dado com a Conservação da Natureza.

GLOSANDO A NATUREZA
Objectivos:
- determinar as percepções que os participantes têm acerca da natureza e/ou do ambiente; e
- exercitar a memória e as capacidades linguísticas.
Material necessário por participante:
- meia folha de papel A4;
- 1 lápis ou caneta; e
- boa disposição.
Idade dos participantes:
- a partir dos 13 anos. Pode ser levado a efeito também com crianças do 2º CEB, mas com maior apoio do monitor.
O porquê desta actividade
Antes de iniciarmos qualquer actividade de educação ambiental/conservação da natureza devemos tentar determinar quais as percepções que os participantes têm acerca do ambiente e da Natureza. Com efeito, se aquelas forem negativas, há que realizar um maior esforço no sentido de alterar essas concepções, pois ninguém colabora na defesa de algo que, para si, tem uma conotação negativa.
Para se saber quais são, na verdade, as “ideias feitas” que as pessoas têm, não se deve interrogá-las directamente. Isto porque há sempre tendência para responder usando o “socialmente” correcto ou as definições dadas na escola. P. ex. é frequente os alunos dizerem que “ambiente é tudo o que os rodeia”, mas, quando falamos com eles um pouco mais, descobrimos que, pelo menos para alguns, ambiente é igual a poluição, enquanto para outros ambiente é igual a natureza.
Como se faz?
Uma das formas de saber quais são as verdadeiras percepções que os outros têm acerca do ambiente e da Natureza é desafiando-os a fazerem um poema “modernista”, sem rima e sem métrica. As regras são muito fáceis. A principal é que o poeta tem de ser sincero e usar os seus sentimentos, mais do que a razão.
O poema tem 5 versos:
1º verso - a palavra natureza (ou ambiente);
2º - 2 palavras que descrevam a natureza (ou ambiente);
3º - 3 palavras exprimindo o que sentem pela natureza (ou ambiente);
4º - 4 palavras indicando para que serve a natureza (ou ambiente) ou que funções tem; e
5º - uma palavra que, para o poeta, signifique o mesmo que natureza (ou ambiente) (mesmo que seja um significado subjectivo).
Esta actividade pode ser feita no início e/ou no fim de outras, de modo a determinar se houve ou não alteração das percepções acerca da natureza e do ambiente.
Não há poemas “errados” e todos são igualmente belos. Devem ser lidos em voz alta com a entoação adequada, pois deste modo “soam” mesmo a poemas.
Os poemas podem ser afixados na sala de aulas ou no local onde se vão desenrolar outras actividades relacionadas com o ambiente.
RECICLAGEM DE ATITUDES
Objectivos:
- determinar algumas das razões pelas quais os participantes não colaboram na conservação da natureza e na defesa do ambiente; e
- eliminar algumas barreiras psicológicas que impedem os participantes de colaborarem.
Material necessário por participante:
- meia folha de papel A4, de rascunho;
- 1 lápis ou caneta;
- caixa de papel vazia com tampa (pode ser usada uma das que contêm papel para fotocópia); e
- material para fazer a reciclagem de papel (opcional).
Idade dos participantes:
- A partir dos 8 anos.
Desenrolar da actividade:
Uma actividade algo lúdica que pode ser levada a efeito com os alunos consiste em determinar quais são as razões que eles apresentam para não colaborarem na defesa do ambiente ou na conservação da Natureza.
Assim, cada um deve escrever num pedaço de papel de rascunho uma razão pela qual não adere à defesa do ambiente e da Natureza, p. ex. não uso o ecoponto, porque fica longe de minha casa; piso os canteiros porque é mais fácil atravessar pelo meio do jardim do que dar a volta; não visito as Áreas Protegidas porque ficam longe...
É importante que essas razões/desculpas sejam lidas em voz alta, pois a simples verbalização pode mostrar ao seu autor que a desculpa não é muito forte. Depois de lidas e analisadas, uma a uma, o grupo tenta encontrar soluções para acabarem com os “SE”.
No final, reúnem-se todos os papéis numa caixa de material biodegradável e procede-se ao enterro solene dos “SEs”.
Pode-se também utilizar os papéis para proceder a uma actividade de reciclagem de papel a que se dará o nome de “reciclagem de atitudes”.
Depois desta actividade, não mais esses “SEs” poderão ser invocados.
Posteriormente, deve ser feita uma nova reunião para se determinar se os “Ses” foram definitivamente eliminados ou não. Em caso negativo, cada aluno deve fazer uma lista das condições que necessita para erradicar esse “Se” (p. ex. que existam mais ecopontos, que a autarquia vede os canteiros com arame). Os outros participantes deverão tentar ajudá-lo (p. ex. escrevendo cartas para a autarquia ou mesmo mostrando ao colega que até nem tem razão e que é apenas uma questão de vontade).
LÍNGUA PORTUGUESA E BIODIVERSIDADE
Objectivos:
- alertar para o facto de que, uma vez destruídos os ecossistemas, não é possível ao homem recuperá-los tal como eram;
- ilustrar a dificuldade que é recuperar algo que desconhecemos; e
- desenvolver o raciocínio, a aritmética e o domínio da língua portuguesa.
Material necessário:
- quadrados com as letras abaixo indicadas e com autocolante ou velcro no verso e tantos quadrados brancos quantos as letras e os espaços, ou seja 61 para a frase que usamos como exemplo;
- tecido de flanela pendurado numa parede;
- papel, lápis e suportes rijos (pedaços de contraplacado) ou mesas para os participantes;
- cadeiras ou almofadas;
- quadro e giz; e
- para o monitor - papéis/cábulas com a frase escondida “Quando destruímos um ecossistema é difícil recuperá-lo!” e com as várias indicações (ver desenrolar da actividade). Note-se que as indicações e a frase que se apresentam são apenas exemplos que devem ser adaptados consoante o desenvolvimento intelectual dos participantes e o tema a tratar. No caso de não existir um quadro, o monitor pode fornecer as indicações em papel aos alunos.
Idade dos participantes:
- A partir dos 10 anos (5º ano), se o monitor for ajudando.
Desenrolar da actividade:
A forma como a actividade se desenrola está intimamente ligada com o desenvolvimento intelectual dos participantes, com o domínio que têm da língua portuguesa e da aritmética/matemática. Por conseguinte, é importante que, em contexto escolar, os professores de Língua Portuguesa e de Matemática colaborem com o professor de Ciências da Natureza/Biologia na elaboração desta actividade.
Quanto às indicações poderão ser fornecidas várias de uma só vez ou de modo mais gradual, consoante o grau de atenção e de interesse dos alunos.
Pode-se fazer esta actividade como se fosse um jogo. Assim, cada grupo ganha um ponto por cada letra que inserir no lugar certo. Ganha o grupo que conseguir colocar mais letras certas.
Dividem-se os participantes em grupos de 2 ou 3 e entrega-se-lhes o papel, a caneta e o suporte (opcional).
O monitor escreve no quadro ou fornece em papel as seguintes indicações:
a-2; á-1; c–3; d-3; e-5; é-1; f-1; i-4; í-2; l-2; m-4; n-1; o-5; p-1; Q-1; r-3; s-5; t-3; u-5. Um hífen, um ponto de exclamação e 7 espaços. É apenas uma frase com 8 palavras.
Em cima de uma mesa, junto ao painel com flanela, colocam-se os cartões com as várias letras, com o hífen, o ponto de exclamação e com os quadrados em branco.
Com estas indicações, os jogadores tentam descobrir a frase. Irão chegar à conclusão de que é praticamente impossível.
Todavia, há algo que poderão descobrir. Assim, devem começar por fazer a soma das letras e dos espaços e colocar os quadrados em branco na flanela (61 para esta frase). Poderão logo substituir o 1º quadrado em branco pelo “Q” maiúsculo que será a primeira letra. O monitor deverá perguntar qual a letra que aparece a seguir a um “Q” (devem responder “u”). Colocam também o ponto de exclamação no fim da frase. Por seu lado, o “á” não virá sozinho, senão seria “à”.
O monitor pede então a um dos participantes que coloque o “Qu” no início e o “!” no fim. Poderão também tentar ver as hipóteses ligadas à 1ª palavra, p. ex. Quem, quanto, quando, quente, quintal, Quim ou outras que se lembrem.
Qu!
Mais indicações com aritmética pelo meio:
- a palavra com 11-10 letras é a 4ª a contar do fim;
- a palavra com 38-36 letras é a 3ª a contar do início;
- a palavra com o dobro de 2 mais uma letra é a 6ª;
- a palavra com o 61-55 é a 1ª;
- a palavra com 18-11 letras é a 7ª;
- a palavra com 5x2 letras fica logo antes da 3ª;
- a palavra com 52-42 letras e um hífen foi a última a chegar à frase;
- a palavra com 25-14 letras está depois da que tem apenas 2 letras.
- a palavra que tem 7 letras tem 2 “i” mais um “í” e este é a 4ª letra a contar do fim. Nesta palavra, as vogais intervalam com as consoantes; e
- a palavra que só tem uma letra tem um acento agudo e é a 3ª pessoa do singular do verbo ser, no presente do indicativo.
Os jogadores tentam mais uma vez decifrar o enigma.
Agora que já sabem quantas letras tem cada palavra podem retirar os quadrados brancos que correspondem aos espaços. Depois colocam as letras que já tiverem descoberto substituindo os quadrados brancos. Assim, devem ter percebido que a palavra só com uma letra é o “é” e que o hífen deve ficar na última palavra. Devem descobrir que as palavras têm 1, 2, 5, 6, 7, 10, 10 (+ o hífen) e 11 letras.
Qu é iíi !
Novas indicações:
- A 1ª, a 6ª e a última palavra terminam com a 4ª vogal do alfabeto;
- A 3ª palavra termina na letra que no alfabeto aparece depois do “l” e é um cardinal ou artigo indefinido;
- A 2ª termina na letra que aparece no alfabeto antes do “t”;
- A 4ª termina na 1ª letra do alfabeto; e
- A 7ª termina na letra que no alfabeto fica antes do “m”.
Tentam novamente em pequeno e depois em grande grupo descobrir a frase e colocando as terminações. Devem concluir que a 3ª palavra será “um”; a 1ª será “Quando”, “quanto” ou “quinto” e a 7ª provavelmente será a palavra “difícil”.
Quo s um a é o difícil o!
Novas indicações:
- Os “t” aparecem na 2ª, na 4ª e na 6ª palavras;
- A 1ª palavra indica “tempo”;
- Tanto a 1ª como a 2ª têm a mesma consoante que aparece na palavra “dado”;
- A 2ª palavra é um verbo na 1ª pessoa do plural do presente do indicativo; e
- A 6ª palavra é o antónimo de “pouco”.
Quando mos um a é muito difícil o!
t d t -
Novas indicações:
- A 2ª palavra tem a 3ª vogal do alfabeto com um acento agudo e aparece logo antes do m;
- A 2ª letra da 2ª e da última palavra é a 2ª vogal do alfabeto;
- A 4ª palavra é o conjunto das populações de animais e de plantas que vivem num dado local e que se relacionam entre si por várias relações, entre as quais as alimentares, e que inclui também os factores abióticos (água, solo, temperatura…). Ele é estudado pela Ecologia e também se lhe chama "sistema ecológico".
Quando eímos um ecossistema é muito difícil eo!
t d á -
Novas indicações:
- A 2ª palavra tem 3 consoantes juntas seguidas da última vogal do alfabeto e não tem nenhum “p”; e
- A 6ª letra da última palavra é igual à 2ª letra da 2ª palavra.
Quando eímos um ecossistema é muito difícil eeo!
tdrsu p rr á - l
Não é dada mais nenhuma indicação e devem tentar descobrir sozinhos as palavras que faltam. Se não conseguirem, o monitor deve ler a frase escondida e completá-la na flanela.
Discussão:
O monitor deve perguntar aos alunos se acharam fácil ou difícil reconstruir a frase. Mesmo que considerem ter sido fácil, deve lembrar-lhes que eles só conseguiram reconstruir a frase porque ele lhes foi dando indicações.
Então, deve fazer uma analogia com os ecossistemas. Vamos pensar que cada letra é uma espécie. As subespécies das vogais serão as que têm acentos, ou seja são parecidas, mas têm pequenas diferenças. Porém, nós não conhecemos todas as espécies e subespécies que existem na Natureza e muitas vezes provocamos a sua extinção sem chegarmos a conhecê-las. Assim, se retirássemos todos os “a” da frase, ela não faria sentido e a frase ficava sem nexo. Fazendo a comparação com os ecossistemas teríamos rompido o equilíbrio ecológico.
Tal como numa frase as letras não estão colocadas ao acaso, também num ecossistema as espécies não estão amontoadas, algumas populações vivem em determinados locais que lhes são mais adequados e relacionam-se, de várias formas, umas com as outras.
Numa frase há sujeito, predicado e complemento directo existindo uma estrutura que deve ser respeitada. Não é a mesma coisa dizer: "Comer hoje vou, cenouras." ou "Hoje, vou comer cenouras".
Os ecossistemas também têm uma estrutura própria. Assim, dois ecossistemas podem ter as mesmas espécies (as mesmas letras), mas serem diferentes (haver um diferente nº de indivíduos de cada espécie e eles estarem distribuídos de modo diferente). P. ex. a palavra “amor” tem exactamente as mesmas letras que a palavra “Roma” mas têm significados muito diferentes.
Para os alunos mais velhos pode-se falar da diferença entre a flora e a vegetação de uma zona, bem como acerca do conhecimento que temos da biodiversidade.
Se o que conhecemos sobre o meio natural é ainda tão incipiente, não nos podemos dar ao luxo de destruirmos os ecossistemas, pois é praticamente impossível que, uma vez destruídos, eles recuperem até atingirem exactamente o mesmo estado de equilíbrio que tinham antes da destruição que lhes infligimos.
Os participantes deverão concluir que a destruição dos ecossistemas acarreta sempre perdas de biodiversidade e de conhecimento científico que poderia vir a ser muito útil para toda a Humanidade.
Um Bi Go
Objectivos:
- levar os participantes a concluir que somos dependentes do meio e que, como tal, devemos conservá-lo e geri-lo bem.
Material necessário:
- papel de rascunho e lápis para cada participante;
- quadro e giz;
- projector de diapositivos;
- parede ou ecrã de projecção; e
- diapositivos com imagens de embriões e de bebés acabados de nascer.
Idade:
- A partir dos 9-10 anos, mas preferencialmente depois de ter sido dada a reprodução humana. É provável que as crianças mais pequenas não tenham a noção de que o umbigo é a marca de que, em embriões, estivemos ligados à nossa mãe.
Desenrolar da actividade
Depois de verem os diapositivos, cada participante escreve numa folha de papel aquilo que, para si, significa o “umbigo”.
Escreve-se no quadro as várias palavras ou expressões que anotaram. Depois, os participantes trocam ideias entre si e com o monitor. Este deve ir dando pistas acerca do umbigo como marca que fica depois de cortado o cordão umbilical. Este último mais não é do que a ponte de comunicação entre a mãe e o feto por onde entra o sangue que alimenta a criança ainda por nascer e o oxigénio de que as suas células necessitam.
Assim, devem concluir que o umbigo é a marca de que, no início da vida, fomos totalmente dependentes de outro ser (a nossa mãe).
Porém, mesmo depois de nascermos, necessitamos de várias coisas para sobrevivermos. Portanto, o monitor deve ir questionando os participantes acerca do que nos é absolutamente necessário – água limpa, ar puro, alimentos saudáveis, ambiente calmo (sem poluição sonora), temperatura e luminosidade adequadas…
Os participantes deverão pois concluir que somos seres que só vivem em relação com os outros e com o meio, necessitando de:
- plantas para o oxigénio, despoluição do ar, matérias primas (ex. madeira, algodão…);
- vegetais, animais e outros seres para a alimentação, saúde, companhia, etc.;
- solo para cultivarmos as plantas;
- minerais para termos casas;
- rios e águas subterrâneas para a água que bebemos;
- outras pessoas para nos fornecerem alimentos, serviços, companhia, amor, etc.;
- …
No final da actividade os participantes devem concluir que somos dependentes da Terra e que o seu destino será também o nosso. A parte líquida da terra (rios, mares, oceanos) é o nosso líquido amniótico e o solo pode ser visto como a nossa placenta e cordão umbilical.
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<<Marca d'água
Objectivos:
educar para o reaproveitamento de materiais e para evitar o desperdício;
educar para a conservação da natureza analisando alguns dos problemas causados pelos resíduos sólidos urbanos (RSU) nos habitats naturais; e
desenvolver as capacidades criativas e as aptidões manuais.
Muito frequentemente nos projectos de educação ambiental, em especial no ensino formal, as escolas enviam convites à comunidade para participarem em actividades várias.
Aprendendo a técnica da marca-d’água poderão obter convites simples, mas simultaneamente atractivos, com uma imagem alusiva ao tema do projecto e/ou da actividade, poupando, simultaneamente, matérias-primas.
Idade dos participantes
Esta actividade pode ser realizada com participantes com mais de 8 anos de idade, desde que o monitor seja o único a trabalhar com o material cortante.
Material necessário para cada marca-d’água:
lápis;
cartão grosso;
papel vegetal;
x-ato bem afiado;
recipiente com água para molhar os papéis;
restos de diferentes tipos de papel, cujo tamanho dê para fazer convites; e
estendal e molas onde colocar o papel a secar (opcional).
Antes de se fazer a marca-d’água
A marca d’água a realizar deve ter a ver com o tema ambiental que os participantes andam a estudar. Dada a dificuldade em se fazer um bom desenho, este deve ser simples (p. ex. o desenho de uma folha, como o símbolo do ICNB), caso contrário não resultará.
Para além da escolha do desenho, deve-se tentar que o cartão a usar seja reaproveitado de algo. Por isso, antes de se iniciar a parte de trabalhos manuais, os participantes devem partilhar ideias acerca dos problemas ambientais provocados pelo desperdício e pelos resíduos sólidos urbanos (necessidade de espaço para aterros sanitários, poluição quando são deitados em zonas não apropriadas, morte de seres vivos…).
É também importante abordar os aspectos relacionados com a produção de papel (desde o plantio de eucaliptos, até à poluição provocada pelas empresas produtoras de pasta de papel) e as suas consequências em termos de Conservação da Natureza (monoculturas, perda de biodiversidade, danos causados aos seres vivos pela poluição...).
Se na zona onde os participantes vivem existir alguma fábrica produtora de pasta de papel, plantações de eucaliptos, ou aterros sanitários poderá ser interessante e educativa uma visita posterior a esses locais para se observar, in loco, alguns dos problemas que o desperdício e os resíduos sólidos podem causar.
Modo de execução
Arranja-se um pedaço de cartão forte e compacto (vende-se em papelarias em grandes formatos, mas tente aproveitar restos de cartão) com cerca de 2 a 3 mm de espessura e cujo tamanho possa conter o desenho escolhido.
Corta-se o cartão com cerca de 15 por 12 cm, devendo o desenho ficar no centro e a cerca de 2,5 cm de cada margem. Esta margem permite que se utilize papel com o tamanho de ¼ de uma A4 e que, ao se fazer a marca-d’água, não fiquem marcados os bordos do cartão no papel.
Desenha-se num papel vegetal ou directamente no cartão, o desenho que será a base da nossa marca-d’água. Há todavia que ter em atenção que o desenho a usar deve ser o negativo do que pretendemos, pois irá ficar ao contrário.
Visto que geralmente os círculos são difíceis de ficar bem redondos aconselha-se a que se evite utilizar esta forma.
Para se fazer a marca-d’água é necessário que o desenho tenha linhas duplas.
Com um X-ato ponteia-se as linhas do desenho de forma a criar uma espécie de caminho para depois as cortarmos mais profundamente. Assim, evita-se que o x-ato fuja das linhas que desenhámos.
Corta-se as linhas do desenho com o x-ato e retira-se o cartão que fica entre elas. A profundidade da marca-d’água deve ter cerca de 2 mm. Convém não fazer a linha nem demasiado profunda nem demasiado superficial, pois quer num caso quer noutro a marca-d’água não sai em condições.
Note-se que o cartão não é cortado totalmente de um lado ao outro, ou seja não é perfurado, mas são retiradas várias camadas, de modo a que no mesmo fiquem sulcos que vão servir para “imprimir” a imagem no papel.
De modo a alisar os sulcos, passe com a unha para que a sua superfície fique lisa e uniforme.
Molha-se o papel mergulhando-o num recipiente com água e retirando-o rapidamente. Escorre-se o excesso de água e coloca-se sobre a marca-d’água carregando bem com o pulso fechado. É imprescindível que o papel não deslize e que não esfregue a mão no papel. Faça força com o pulso fechado apoiando-o e rodando-o.
É conveniente usar papel que permita ser molhado, p. ex. o papel para fotocópia enruga e dá maus resultados. O papel Canson é barato e dá resultados satisfatórios, todavia faça as suas próprias experiências com vários tipos de papel, de preferência restinhos.
Depois de bem pressionado, retira-se o papel e coloca-se a secar ao ar livre (é preferível que não apanhe sol directo). Repete-se a operação experimentando vários tipos de papel e de diferentes cores.
Pode-se fazer também a marca sem molhar o papel, bastando para isso passar com cuidado a unha sobre o papel por cima do molde, ficando aquele vincado. Esta modalidade permite que a marca-d'água dure mais tempo e que o processo seja mais rápido.
Note-se que, a partir de um único cartão, podem-se fazer muitas marcas-d’agua em papel, mas é conveniente que não seja utilizado demasiadas vezes seguidas, quando se molha o papel, para que o cartão não fique excessivamente molhado, pois corre-se o risco de começar a desfazer.
Depois de bem seco, utiliza-se o papel com a marca-d’agua para colar em metade de uma folha A4 dobrada ao meio, de cor diferente, e que condiga bem. Obtém-se assim um bonito cartão que os alunos podem utilizar para, p. ex. convidarem a comunidade a assistir à divulgação dos resultados do trabalho de educação ambiental sobre conservação da Natureza que tiverem desenvolvido ao longo do ano lectivo.
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<<Jogo Defesa dos Seres Vivos
Objectivos:
• relacionar a extinção de espécies com a falta de consciência ambiental; e
• aumentar os comportamentos e atitudes positivos face à conservação da Natureza.
Idade dos participantes:
• a partir dos seis (6) anos.
Número de jogadores:
• mais de nove (9) e sempre em número ímpar.
Material necessário:
• cordas, com cerca de 1,5 m (em número igual ao de jogadores menos 1); e
• cronómetro ou relógio, apito e papel e lápis para o monitor
Local
Sala ou terreno sem obstáculos, onde os jogadores se possam deslocar livremente.
Desenrolar do jogo
O jogo decorre por etapas.
Na primeira etapa, o jogador, que simboliza uma “espécie viva”, coloca-se de pé ou sentado no meio do recinto de jogo. Este segura, em cada mão, a extremidade de uma corda. Dois outros jogadores, os “ambientalistas”, seguram as extremidades livres, ficando assim ligados ao jogador “central” pelas cordas esticadas (ver esquema em baixo). Podem mover-se em redor da espécie viva desde que não larguem a corda.
+ jogador “espécie viva”; O jogadores “ambientalistas”; | cordas; * Jogadores “extinção”
*
* *
* O *
* | *
* + *
* | *
* O *
* *
*
Todos os restantes jogadores, simbolizando a “extinção”, colocar-se-ão num círculo à volta da “espécie viva”, para lá dos “ambientalistas”. Após o apito do monitor, os “extinção” tentarão tocar na “espécie viva”. Os jogadores, simbolizando os “ambientalistas”, que defendem a “espécie viva”, tentarão tocar nos restantes que simbolizam a “extinção”.
Os “extinção” que tiverem sido tocados saem do jogo. Se um “extinção” tocar a “espécie viva”, esta considera-se extinta e anota-se o tempo. Dá-se então início à próxima etapa.
De etapa para etapa vai-se aumentando em 2 o número de cordas e de “ambientalistas”. O jogo acaba quando, numa etapa, todos os jogadores “extinção” tiverem sido apanhados, ou desistido, sem terem tocado na “espécie”.
Explicação
São várias as espécies que se extinguiram devido a alterações ambientais, como sucedeu com os dinossáurios. Todavia, no presente, a espécie humana tem provocado o desaparecimento rápido de muitas espécies, quer alterando os seus habitats e o clima quer devido a uma excessiva exploração dos recursos vivos e à introdução de espécies invasoras que tantos problemas colocam às espécies autóctones.
De uma forma directa ou indirecta, todos somos responsáveis pelo desaparecimento de espécies, mas não nos apercebemos desse facto. Assim, este jogo permite, de um modo simples, relacionar o fenómeno da extinção com o comportamento individual de cada pessoa.
Tanto podemos ser defensores do ambiente, como podemos ser motivo da sua destruição. Se um número maior de pessoas defendesse o ambiente, não seriam tantas as espécies que hoje se encontram em vias de extinção, daí que é importante anotar o tempo ao fim do qual “a espécie foi extinta” relacionando-o com o número de defensores ambientalistas.
Podem-se dar exemplos sobre espécies, raças e variedades que se extinguiram ou são raras devido à acção humana, caso do Dodo (segundo alguns autores o nome provém de uma palavra holandesa que significa “traseiro gordo”, segundo outros os marinheiros portugueses chamavam-lhe “doudo” porque não fugia deles), ou, em Portugal, da cabra-do-Gerês, da água pesqueira que, no nosso país, está extinta como nidificante, do lince-ibérico e de outros animais e plantas (incluindo algumas raças de gado).
De preferência, devem ser escolhidos exemplos de seres vivos que existam ou tenham existido na região onde vivem os participantes desta actividade. Não esquecer os seres a que geralmente não damos muita importância, mas que correm perigo, tais como peixes de água doce, caracóis, fungos produtores de cogumelos…
Tentar descobrir de que forma é que cada um pode evitar a extinção das espécies. Algumas dicas: poupar energia e materiais (diminuir assim a emissão de dióxido de carbono e as alterações climáticas), não pisar as dunas, utilizar os caminhos e não entrar em zonas interditas nas Áreas Protegidas, preferir produtos da agricultura biológica, comprar apenas peixe acima do tamanho permitido de captura …
A mensagem chave é a de que uma maior consciência ambiental tem como consequência positiva (entre outras) uma menor taxa de extinção das espécies e de destruição dos ecossistemas.
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<<Jogo "As plantas, os incêndios e a erosão"
Com este jogo pode simular os efeitos da erosão num solo desprovido de vegetação e compreender a importância das plantas no combate à erosão e à desertificação.
Não perca a oportunidade de abordar esta temática com os mais novos, principalmente se habita numa zona sujeita a graves processos erosivos.
http://panda.igeo.pt/pancd/2006/index.html
Jogo >
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<<Algumas dicas
Vários estudos demonstram que actividades educativas realizadas em contacto directo com a natureza e o meio social produzem mais resultados em termos de EDS do que o trabalho na sala de aula. Todavia, antes de planear uma actividade de EDS ao ar livre ou mesmo uma estadia de vários dias num centro de acolhimento de uma Área Protegida tenha em atenção o seguinte:
- Defina claramente os objectivos da visita e, em conjunto com o pessoal do local em estudo (ex. da Área Protegida), escolha as actividades mais adequadas aos objectivos;
- Organize e planeie actividades a realizar antes e depois da estadia, de modo a reforçar os conceitos abordados. Lembre-se que a(s) actividade(s) devem estar incorporadas no projecto educativo e currículo ou serem complementares e não serem “desgarradas” ou pontuais;
- As actividades que implicam a permanência de, pelo menos, uma noite no local parecem ter mais resultados educativos do que as simples visitas, portanto tenha isso em atenção;
- Ao delinear as actividades tenha em mente que o conhecimento duradouro ocorre quando o participante aplica as noções que lhe são transmitidas, ou quando as descobre por si mesmo. Quando tal acontece, ele consegue explicar o que aprendeu aos restantes, portanto arranje espaços de partilha de conhecimento e de interacção entre os participantes, poderá assim saber se eles estão ou não a conseguir assimilar verdadeiramente os conceitos;
- Lembre-se que o conhecimento não se faz apenas de informação e que esta não implica mudança de atitudes. É preciso conhecer e gostar para se defender;
- O medo e a repugnância face a alguns seres e ambientes podem criar barreiras à aprendizagem. Visto que a repugnância (p. ex. por répteis, insectos e outros invertebrados) é algo que se aprende na infância, convém levar as crianças a contactar, desde cedo, com esses seres e ambientes fazendo-as compreender que, a maioria, são inofensivos e muito importantes nas cadeias alimentares e equilíbrio ecológico.
Se desenvolve actividades de descoberta e aprendizagem da natureza tenha em atenção o seguinte:
Identifique e descreva o melhor possível os objectivos do programa e actividades que vai desenvolver;
Estabeleça um adequado nível de expectativa para / e nos participantes;
Seja um(a) bom(a) “aluno(a)”. Mostre entusiasmo e capacidade de aprender, pois motivará os participantes e permitirá ajudar a superar situações de cansaço ou outros problemas que venham a surgir;
Seja organizado(a), mas também flexível e capaz de fazer descobertas por acaso. A Natureza é dinâmica e surpreende-nos a toda a hora, por isso tem de ser capaz de lidar com situações inesperadas que despertem a curiosidade dos participantes (p. ex. está a realizar uma actividade de replantação e, de repente, vê uma ave de rapina a voar. Tente relacioná-la com o que estão a fazer – várias aves de rapina utilizam árvores para os seus ninhos, comem roedores que danificam as árvores jovens que estão a plantar...);
Centre-se nos participantes, mas tenha em atenção que a actividade deve respeitar o ambiente natural e cultural. O sucesso de uma actividade vê-se também pelos efeitos que a mesma teve sobre o ambiente. P. ex. se os alunos deixaram o local sujo ou fizeram danos nas árvores, decerto que algo está mal;
Dê ênfase ao processo de descoberta, à pesquisa e ao que "toque" as pessoas, mais do que apenas à aprendizagem de simples factos. Esclareça que não conhece todos os seres vivos (ninguém conhece), mas incentive o uso de guias e de outros materiais de apoio para que eles se apercebam da dificuldade, mas que tentem ultrapassá-las e aprender por si;
Coloque desafios, mas dê ênfase ao sucesso;
Ajude os participantes a encarar os desafios como problemas que podem ser analisados e resolvidos;
Sempre que possível use locais que possibilitem um reforço positivo imediato e apropriado;
Integre os desafios individuais e de grupo;
Use uma integração adequada entre a assimilação da informação e a vivência;
Precise, estruture e organize para a reflexão. P. ex. pedir aos participantes para manterem um jornal ou caderno de campo possibilita o registo de informações e sentimentos e a partilha de experiências. A organização de uma actividade de grupo para apontarem as soluções para problemas que foram sendo encontrados durante a actividade ou programa é também um método a utilizar.
(Adaptado do artigo “Ecotourism as environmental Learning” de James R. Kimmel, publicado no "The Journal of Environmental Education", 1999, Vol. 30, nº 2, 40-44).
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<< Camada de ozono em imagens
Quer falar da rarefacção da camada de ozono, mas não tem nenhuma imagem para mostrar? Então aceda a esta página da Agência Espacial Europeia e veja a evolução da concentração de ozono no pólo Sul. http://www.esa.int/esaEO/SEM563AATME_index_0.html
Não se esqueça de falar das influências negativas da rarefacção da camada de ozono (na Estratosfera) sobre os seres vivos (problemas a nível do sistema imunitário, cataratas, aumento dos cancros de pele...).
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<<Resíduos e Biodiversidade
Muitas vezes, os professores pedem aos alunos para estudarem o tema dos resíduos, mas geralmente não o associam a problemas causados à biodiversidade. Por isso, aqui ficam algumas dicas de como os resíduos podem afectar as espécies.
Segundo um relatório do Comité de Peritos do Congresso Norte-americano, em 1986, 650 mil recipientes em matéria plástica eram lançados quotidianamente ao mar dando posteriormente à costa. A mesma fonte refere que nos anos 80 morriam anualmente 1.000 mil aves marinhas, 100 mil baleias e focas vítimas dos plásticos abandonados no mar. Esses seres vivos ingerem os resíduos julgando tratar-se, p. ex. de lulas, e acabam por morrer, pois, ao ficarem no estômago, impedem-nos de fazer a digestão. Muitas vezes, esses resíduos são vertidos nos rios, pelo que, mesmo que os alunos vivam p. ex. em Gouveia, poderão ter um papel importante na defesa dos oceanos e dos seres vivos que os habitam. Com efeito, muitas são as pessoas que abandonam sacos de plástico na serra da Estrela, pelo que poderá ser interessante saber junto do P. N. da Serra da Estrela de que modo é que os resíduos causam ou não problemas à biodiversidade nessa Área Protegida. Aqui fica o contacto: Parque Natural da Serra da Estrela – R. 1º de Maio, 2, 6260-101 Manteigas, Tel. 275 980 060, Delegação de Gouveia – Tel. 238 310 440.
Também os aros de plástico que unem os conjuntos de latas de refrigerantes são perigosos para as aves e mamíferos, pois podem ficar no pescoço dos animais e estrangulá-los ou matá-los à fome. Por isso, há que cortá-los, de modo a desfazer os vários “aros” de que são feitos. Mas as garrafas abandonadas e as latas podem também ferir os seres vivos. Para além disso, os insectos rastejantes se entrarem nas garrafas e, se não tiverem ventosas ou outra forma de se agarrarem, podem ficar lá presos, acabando por morrer.
Um outro aspecto a ter consideração é que existem espécies que têm aumentado muito em número, pois alimentam-se dos nossos resíduos (ratos, pombos, algumas gaivotas…). É o caso da gaivota-de-patas-amarelas que se alimenta de restos orgânicos e cuja população tem aumentado enormemente, competindo com outras aves pelos locais de nidificação e de alimentação. É o que sucede na Reserva Natural das Berlengas onde o excesso de população desta espécie de gaivota tem contribuído para a diminuição de outras aves com bastante interesse, como é o caso do airo, símbolo daquela Reserva Natural.

Com efeito, as gaivotas competem pelos locais de nidificação, comem as crias e os ovos de outras espécies, pelo que o aumento da sua população causa graves desequilíbrios ecológicos.
Por isso, ao colocarmos os resíduos (mesmo biodegradáveis) nos contentores ou ecopontos estamos a contribuir para a conservação da biodiversidade, impedindo que algumas espécies proliferem demasiado e coloquem em perigo outras.
A produção de composto a partir de resíduos biodegradáveis e a consequente diminuição no uso de adubos e de produtos químicos de síntese contribui também para a manutenção da biodiversidade nos campos agrícolas. Note-se que se estima que 90% das pragas que atingem os campos agrícolas são mortas por espécies benéficas, contribuindo assim para a redução do uso de pesticidas químicos, cujos resíduos são bastante perigosos.
Os resíduos sólidos abandonados nas florestas e noutros locais, os efluentes (resíduos líquidos) vertidos em rios e no mar, os poluentes atmosféricos (resíduos gasosos) são problemas que afectam a biodiversidade e a nossa saúde. Por outro lado, a reciclagem dos resíduos biodegradáveis e o próprio tratamento biológico das águas residuais só é possível graças aos seres vivos, pois foi com a natureza que aprendemos a reciclar!
Cada vez que contribuímos para a reciclagem, mas acima de tudo para a poupança de materiais, caso do papel, estamos, p. ex., a evitar que se tenha de derrubar mais árvores. Para além disso, vastas áreas do nosso país têm plantações de eucaliptos usados na produção de pasta de papel. Como se sabe os eucaliptos (originários da Austrália) necessitam de muita água e impedem o desenvolvimento de outras plantas, devido a determinadas substâncias que produzem e que são conhecidas como substâncias alelopáticas. Assim, a biodiversidade num eucaliptal é, devido a várias razões, muito mais baixa do que, p. ex., num carvalhal.
Ao poupar, reaproveitar, reutilizar e reciclar poupa-se também energia, geralmente proveniente da queima de combustíveis fósseis (também eles resultantes da existência dos seres vivos). Ao evitarmos o consumo de petróleo, estamos a diminuir a poluição (incluindo a do mar por derrames de petróleo).
Várias entidades gestoras de resíduos e autarquias têm materiais sobre reciclagem e algumas possuem programas educativos voltados para as escolas, pelo que poderá haver interesse em contactá-las. É o caso da Valorsul (em S. João da Talha) com o seu programa Ecovalor. Para mais informações consulte www.valorsul.pt.
Esperamos ter conseguido demonstrar que a temática dos resíduos se inter-relaciona com as questões da biodiversidade.
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>> O Azevinho
O azevinho cujo nome científico é Ilex aquifolium L. é também conhecido como azevinheiro, pica-folha ou visqueiro (não confundir com visco).
O nome do género, Ilex, era o nome latino usado para designar a azinheira, dado que tanto uma espécie como a outra têm folhas dentadas. "Aqui" traduz a ideia de água, talvez por a parte de cima da sua folha ser bastante brilhante e dar a ideia de estar molhada.
Trata-se de uma espécie que pode ter o porte de um arbusto grande ou de uma pequena árvore. É dióica (ou seja existem exemplares femininos e outros masculinos), de 3 a 15 m, com casca (ritidoma) acinzentada e tendo mais de altura maior do que de diâmetro da copa. As folhas são persistentes, rijas (coriáceas), verde-escuras, brilhantes na página superior e de um verde-mate na página inferior. Frequentemente são espinhoso-dentadas, mas tornando-se planas e com bordo inteiro nas partes mais altas dos exemplares mais velhos. Os exemplares femininos dão flor branca em Maio-Junho. O fruto é vermelho e surge em Dezembro ou Janeiro. A casca (ritidoma) é lisa de cor cinzenta-prateada tornando-se verrugosa com a idade. Existem vários cultivares.
É uma espécie protegida por lei, que faz parte do elemento atlântico, do carvalhal da zona temperada húmida e do continental seco e frio, aparecendo em matas nos pontos mais frescos, mas bem drenados formando um estrato intermédio em bosques de faias e carvalhos.
Os exemplares femininos apresentam bagas avermelhadas muito vistosas e usadas, no passado, em enfeites natalícios. No Norte existem vários núcleos desta espécie, sendo de assinalar que, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, servem de protecção e de alimento aos corços que são o símbolo do Parque. O Azevinho é, por seu lado, o símbolo da Paisagem Protegida de Corno de Bico.

O azevinho é originário da Europa, incluindo Portugal (onde aparece no Minho, Trás-os-Montes, Beira montanhosa, serra de Sintra e de Monchique), mas existe também no Norte de África e na Ásia Ocidental.
Se habita em zonas onde ainda existem azevinhos, tente conhecer melhor esta espécie que dá frutos no Inverno e que, por isso, ajuda vários animais a sobreviver à falta de alimento desta época.
Não colha nem compre azevinho! Ajude a Natureza!
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<<Cursos de educação ambiental on-line
A Direcção Regional do Ambiente da Madeira disponibiliza ao público em geral três cursos de Formação Ambiental, tendo como público-alvo o Cidadão, o Formador e o Agente Turístico.
Os cursos de Educação Ambiental são gratuitos, tendo como duração 1 mês (à excepção do curso para o Agente Turístico que tem a duração de 2 meses).
Os requisitos necessários para poder realizar os cursos são possuir:
- acesso à Internet; e
- instalado o plugin do flash, de forma a poder visualizar os conteúdos apresentados.
No fim do curso, cada formando receberá, por e-mail, um certificado de frequência.
Mais informações em http://ssed.gov-madeira.pt/
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